BNDES abre fundo não-reembolsável para projetos com biodigestores

O BNDES abre fundo não reembolsável para projetos com biodigestores entre 10 e 30 milhões de reais que poderão ser utilizados por associações, cooperativas, fundações de direito privado e empresas privadas da região amazônica. O período de inscrição de projetos começa em 9 de agosto e termina em 7 de dezembro de 2017. A divulgação final dos aprovados está prevista para 13 de abril de 2018.

Podem ser imaginados, projetos que façam uso da produção agrícola de comunidades na região amazônica brasileira ( Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte dos estados do Mato Grosso, Maranhão (a oeste do meridiano de 44º de longitude oeste) e Goiás, aproveitem energeticamente os resíduos da produção através de uma usina de biogás e possam usar a energia, gerada de forma descentralizada para a industrialização dos produtos produzidas na agricultura.

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Através do curso de elaboração de PLANO DE NEGÓCIO PARA BIODIGESTORES, você poderá dimensionar uma usina de biogás para um projeto como este para apresentar ao Fundo Amazônia. Você saberá calcular a quantidade de energia gerada a partir de um substrato ou mais substratos para combinar a produção agrícola com a industrialização de todo o material produzido. Centenas ou milhares de pessoas podem ser beneficiadas diretamente com projetos como este. Esta é sem dúvida uma grande oportunidades para consultores que podem exercer suas atividades profissionais de forma lucrativa através do desenvolvimento sustentável.

Segundo o site do BNDES “Os projetos desta nova chamada pública — de nº 01/2017, Consolidação e fortalecimento de cadeias de valor sustentáveis e inclusivas — deverão ter como objeto o fortalecimento da atividade econômica de comunidades que possam atuar como guardiões da floresta: povos e comunidades tradicionais, populações ribeirinhas, famílias assentadas pela reforma agrária, projetos de agricultura familiar, povos indígenas e quilombolas que vivem na Amazônia Legal.

Essas comunidades têm um papel fundamental na defesa da Amazônia, atuando de forma complementar às ações tradicionais de combate ao desmatamento por parte de União, Estados e municípios.

As atividades produtivas de caráter comunitário e com uso sustentável de recursos naturais da sociobiodiversidade da Amazônia (açaí, castanha, cacau, pirarucu, fibras etc.) geram renda e desenvolvimento econômico-social para essas populações. Mas, além disso, estimulam essas comunidades a aderirem de forma natural à manutenção e valorização da floresta em pé, porque a natureza passa a ser a fonte dos recursos que garantem seu sustento e seu crescimento econômico.” (BNDES)

O município de Acará no Estado do Pará é o maior produtor raiz de mandioca do Pará e do Brasil. (Fonte: Portal Tailândia)

Diante dessas informações, alguns cenários podem ser visualizados, como por exemplo:

  1. Um projeto que combine a produção de mandioca na região do Acará-PA, por exemplo, onde a comunidade ribeirinha, que produz mandioca, possa escoar sua produção para uma Fecularia que aproveite energeticamente os resíduos em um biodigestor;
  2. Um projeto que aproveite energeticamente os resíduos de babaçu no Maranhão e gere energia para a industrialização dos produtos das famílias que produzem babaçu;
  3. Entre outros.

Fundo Amazônia vai investir R$ 150 milhões em novos projetos de conservação

O Fundo Amazônia abre hoje (9) chamada pública para projetos de conservação e uso sustentável da floresta com foco em atividades produtivas sustentáveis. Serão selecionados até dez projetos na Amazônia Legal, que receberão de R$ 10 milhões a R$ 30 milhões. O total financiado será de R$ 150 milhões.

“Queremos aumentar a base de projetos e entidades que possam receber do Fundo Amazônia e fazer uma aplicação de recursos mais ágil e efetiva”, disse a diretora de Gestão Pública e Socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Marilene Ramos.

O fundo é gerido pelo banco, em cooperação com o Ministério do Meio Ambiente, e mantido com recursos de doações, destinadas a projetos de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável da floresta. Em seus 8 anos de atuação, o Fundo Amazônia já investiu cerca de R$ 1,4 bilhão em 89 projetos de diferentes segmentos e regiões da Amazônia Legal.

Os projetos da nova chamada pública deverão trabalhar para o fortalecimento da atividade econômica de comunidades que possam atuar como guardiões da floresta, como povos e comunidades tradicionais, populações ribeirinhas, famílias assentadas pela reforma agrária, projetos de agricultura familiar, povos indígenas e quilombolas que vivem na Amazônia Legal.

Para o BNDES, essas comunidades têm um papel fundamental na defesa da Amazônia, pois trabalham de forma natural com os recursos da sociobiodiversidade florestal, gerando renda e desenvolvimento econômico e social. Ou seja, elas valorizam a floresta em pé, pois tiram de lá o seu sustento.

Os projetos poderão ser apresentados por associações, cooperativas, fundações de direito privado e empresas privadas, na modalidade aglutinadora. Ou seja, a entidade proponente deverá aglutinar pelo menos três subprojetos de outras organizações, de forma integrada e coordenada. Eles terão que abranger pelo menos uma das seguintes atividades econômicas: manejo florestal madeireiro e não madeireiro, incluindo manejo de fauna silvestre; aquicultura e arranjos de pesca; sistemas alternativos de produção de base agroecológica e agroflorestal; e turismo de base comunitária.

O período de inscrição termina em 7 de dezembro de 2017 e a divulgação final dos aprovados está prevista para 13 de abril de 2018. As informações estão no site do Fundo Amazônia.

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Fonte: BNDES e Fundo Amazônia

About Gleysson B. Machado

Sou formado em Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios

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