Como funcionam as cooperativas de triagem de RS? Exemplos da Foz do Rio Itajaí

As cooperativas de triagem de RS são organizações que realizam a separação de Resíduos Sólidos com fins lucrativos. É constituída por membros de um grupo social que visa a venda de resíduos para reciclagem.

Em uma cooperativa, o lucro é dividido entre os cooperados, alguns cargos como o presidente, o vice, entre outros, recebem alguma porcentagem a mais, mas todos possuem voz para opinar.

Aprenda a ter um negócio de sucesso com resíduos no Portal Resíduos SólidosEmpresas podem unir-se para formar uma cooperativa. Os ‘sócios’ serão os cooperados e essas podem ter funcionários, como qualquer empresa. Já em uma cooperativa de catadores, por exemplo, todos tornam-se cooperados. 

A empresa EnviTeSB realizou no mês de fevereiro à março uma análise de mercado de resíduos. O trabalho foi realizado no município de Itajaí-SC, contudo, cidades em um raio de 100 km também foram estudadas.

Foram visitadas diversas cooperativas na região, entre elas a: Cooperfoz (Itajaí), Coopermar (Balneário Camboriú) e Cooperitapema (Itapema).

COOPERITAPEMA

A visita realizada na Cooperitapema foi acompanhada pela contadora Genilda (foto 01). Todos os resíduos são vendidos para uma mesma empresa que doou para a cooperativa o maquinário necessário para a produção (foto 02). O material que é destinado a cooperativa é proveniente da coleta pública, realizada pela empresa Ambiental. Apesar de ser realizada coleta seletiva de recicláveis e de orgânicos, foi informado que às vezes chega a 65% a quantidade de rejeitos. Esses acabam indo para o aterro sanitário.

Apesar dos resíduos serem da coleta pública, a prefeitura não dá suporte. Contudo, segundo informações da contadora, a nova Prefeita da cidade está aberta a conversa.

Foto 01 – Gleysson Machado (representante da EnviteSB), ao seu lado a Genilda e duas cooperadas que ajudaram a fundar a cooperativa. (EnviTeSB, 2017)

Foto 02 – Prensa (à esquerda) e esteira (à direita) doadas à cooperativa (EnviTeSB, 2017)

Muitos dos resíduos que chegam, ainda estão em bom estado. Esses são então separados para o bazar (foto 03), que ocorre em um cômodo ao lado do galpão, os que estão em melhores condições são levados a um mercado na cidade.

Foto 03 – Bazar de resíduos em bom estado (EnviTeSB, 2017)

COOPERMAR

Curso para especialistas em resíduos sólidos

Cursos em resíduos sólidos no portal mais especializado do setor

A visita foi acompanhada pelo presidente Cleber, seu filho Thomas, o vice presidente Edson e um voluntário Ricardo (foto 04).

Foto 04 – Ricardo e Thomas (foto superior). Cleber (foto inferior) (EnviTeSB, 2017)

O local onde encontra-se a cooperativa não é de fácil acesso e não tem apoio da prefeitura. Não há estrutura adequada e em um acidente, os cooperados acabaram perdendo a prensa de resíduos. Agora, os mesmos alugam uma para que seja dado continuidade ao trabalho.

Possuem 12 cooperados e recebem aproximadamente 59 t/mês. A cooperativa possui trabalhos, como o projeto gaiolas (foto 05) – funcionando como PV’s pela cidade, onde os catadores podem deixar seus resíduos coletados. Mas sem incentivo público, eles encontram muitas dificuldades.

Foto 05 – Gaiolas do ‘projeto gaiolas’ (EnviTeSB, 2017)

COOPERFOZ

Em visita a Cooperfoz, fomos acompanhados pelo vice-presidente Ivan e a cooperada Gabriela (foto 06).

Foto 06 – Ivan (foto superior) e Gabriela (foto inferior) (EnviTeSB, 2017).

A cooperfoz possui galpão, empilhadeira, caminhão, prensa, esteira (foto 07) e tem total apoio da prefeitura – que paga contas como a de água e energia. Os resíduos são provenientes da coleta seletiva pública realizada pela Ambiental, que segundos os cooperados no máximo 20% chega a ser rejeito. Os próprios também chegam a coletar, uma a duas vezes por semana, em alguns grandes geradores.

Foto 07 – Local de triagem (EnviTeSB, 2017)

Essa é a única usina de triagem de resíduos urbanos em Itajaí. Possuem 50 cooperados, aproximadamente 30 trabalham na triagem. Presidente, vice, cozinheiro, motorista e vigilante recebem uma porcentagem a mais. Os responsáveis por carregar fardos recebem R$ 30 a mais que a divisão realizada aos cooperados.

Para entender melhor como funciona a cooperfoz, assista o vídeo abaixo:

Gostaria de ver mais artigos como esse? Clique no botão +1 do Google logo abaixo.

Gostou? Clique no botão G+ e compartilhe nas redes sociais para indicar que deseja mais conteúdo relacionado com este tema.

About Renata Leite

Especialista em Diagnóstico de Resíduos Sólidos e Plano de Negócios para Biodigestores e para Centrais de Triagem.
Engenheira Ambiental e Técnica em Meio Ambiente.

Contato: renata.leite@envitesb.com
+55 88 9 9706 2501

Deixe seu comentário