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Reciclagem de Papel

A reciclagem de papel pode se tornar um dos negócios mais rentáveis no Brasil nos próximos anos,  além de ter um impacto direto e imediato na proteção da natureza.

O papel foi fabricado pela primeira vez na China, em 105, por Ts’AiLun. Sua fabricação foi feita por desintegração de fibras de diversos materiais. Hoje o papel é fabricado a partir da extração da celulose de árvores e, até mesmo, a partir de aparas, por meio do processo de reciclagem (Paraná, 2006). A celulose pode ser obtida a partir de qualquer material fibroso, porém somente algumas espécies de árvores têm a qualidade e a pureza adequadas. No Brasil, as espécies apropriadas para a produção do papel são eucalipto, pinho e gmelina.

A indústria de papel e celulose tem grande importância no Brasil, sendo responsável por, aproximadamente, 1% do PIB do país. A primeira fábrica de papel foi instalada no país em 1852 porém, somente em 1956 ocorreram investimentos governamentais significativos para o setor. Em 1968, com o investimento de uma empresa norueguesa no Rio Grande do Sul, iniciou-se a descoberta da potencialidade da estrutura brasileira na produção de papel.

Na década de 70 houve o crescimento do setor no Brasil, com o incentivo do governo à produção de papel para a exportação. No entanto, a produção que se consolidara nos anos 80 teve uma queda nos anos 90, provocada pela crise nacional dos Planos Collor I e II. Somente em fins do século XX e início do XXI, houve um restabelecimento do setor no Brasil.

De acordo com os dados da ABTCP – Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o Brasil extraiu 8 milhões de toneladas de celulose em 2002, o que significou um aumento de 7,9% em relação a 2001. Já o consumo de papel cresceu 1,2% no mesmo período. Em 2008, a produção atingiu 12,85 milhões de toneladas, o que fez com que o Brasil se posicionasse como quarto produtor mundial. Em média, estudos mostram que o consumo no Brasil é em torno de 6 milhões de toneladas por ano.

O Portal Resíduos Sólidos organiza excursões técnicas para visitar centrais de reciclagem de papel na Alemanha para grupos a partir de 5 pessoas. Para saber mais sobre a programação e valores entre em contato por email (portalresiduossolidos@gmail.com).

Fabricação de Papel

O papel é basicamente fabricado de fibras de celulose extraído de arvores com um alto teor de celulose. As árvores mais usadas no Brasil para a fabricação de papel são:

  • Os pinheiros que possuem fibras mais longas e por isso é mais resistente e possui preço baixo
  • Os eucaliptos, que possuem um crescimento muito rápido

Na fabricação de papel, o grande desafio é separar a celulose da lignina e para isso existem vários processos. Seja qual for o processo escolhido, é essencial obter fibras longas de celulose, pois este é o principal fator de qualidade do papel.

Através do processo mecânico, a madeira é triturada para a separação da hemicelulose. As fibras resultantes do processo de trituração são curtas e com isso, de baixa qualidade.

O processo químico que mais se destaca é o chamado KRAFT, conseguindo um papel de qualidade superior, contudo, neste processo existe a geração de um resíduo muito tóxico conhecido como licor negro produzido pela dissolução da lignina da madeira.

Os impactos da produção do papel são maiores que os de sua disposição pósconsumo. Como o papel é biodegradável, a maior preocupação está na derrubada de árvores e plantio de “monoculturas” para sua produção e nos resíduos gerados durante seu processo de fabricação. A diminuição da biodiversidade é uma das causas de aumento da probabilidade de desequilíbrios ecossistêmicos. Desta forma, incentivos para a reciclagem abrangem não só aspectos econômicos como, também, de sustentabilidade.

Como funciona a reciclagem de papel

A reciclagem é fundamental na busca pela sustentabilidade. Uma tonelada de aparas pode evitar o corte de 10 a 12 árvores provenientes de reflorestamentos e o uso de aparas para a reciclagem leva à economia de insumos, em especial da água utilizada nos processos de produção a partir da celulose.

O setor de papéis vem apresentando um aumento significativo no uso de reciclados; em 2000, o uso de recicláveis representou 45% da produção mundial de papel. No Brasil, apenas 37% do papel produzido vai para a reciclagem. De todo o papel reciclado, 80% é destinado à confecção de embalagens, 18% a papéis sanitários e apenas 2% à impressão.

Estima-se que na fabricação de aproximadamente 1 tonelada de papéis corrugados, são necessárias, aproximadamente, 2 toneladas de madeira (o equivalente a cerca de 15 árvores), 44 a 100 mil litros de água e de 5 a 7,6 mil KW de energia. A produção desta mesma quantidade de papel gera, ainda, 18 Kg de poluentes orgânicos descartados nos efluentes e 88 Kg de resíduos sólidos. Os poluentes são compostos por fibras, breu (material insolúvel) e celulose (de difícil degradação). Já no processo de reciclagem, o volume de água utilizado cai para 2 mil litros e o consumo de energia cai para 2,5 mil KW. Reciclar o papel, ao invés de fabricá-lo a partir da celulose, pode levar a uma redução de consumo de energia, emissão de poluentes e do uso da água, além de redução da percentagem de papel descartado como resíduo sólido.

O processo de reciclagem depende do tipo de apara/papel pós-consumo a ser processado e do tipo de papel a ser fabricado. A Figura abaixo ilustra, de forma geral, o processo de reciclagem de papel.

Processo de Reciclagem de Papel. Fonte: Adaptado de Ambiente Brasil, 2008

Processo de Reciclagem de Papel. Fonte: Adaptado de Ambiente Brasil, 2008

Os papeis coletados geralmente chegam a fabrica misturados com outras substancias. Na primeira parte do processo, os todo o material coletado é triturado formando uma pasta de celulose. Feito isso, esta pasta é peneirada para retirar todos os tipos de impurezas contidas na pasta como fitas adesivas, plástico, e alguns metais.

A retirada de tintas da pasta de celulose é feita então com a adição de compostos químicos (água e soda cáustica). Nos refinadores acontece um processamento da pasta para melhorar a ligação entre as fibras de celulose para que esta finalmente possa ser branqueada e seguirem para as máquinas de fazer papel.

Para que o papel seja passível de reciclagem com qualidade, ele não pode estar “contaminado” com materiais tais como ceras, plásticos, manchas de óleo e tintura, terra, pedaços de madeira, barbantes, cordas, metais, vidros, etc…, que podem dificultar o processo de reciclagem. Por isso, adota-se uma subdivisão indicativa para papel reciclável e papel não reciclável.

A reciclagem do papel, além dos fatores econômicos que propicia, contribui para a preservação dos recursos naturais (matéria-prima, energia e água), redução da poluição e dos resíduos sólidos urbanos gerados. Apesar de proporcionar todos estes benefícios, a indústria da reciclagem também consome energia e polui. Portanto, é fundamental o uso racional do papel e o consumo sustentável em paralelo, é imprescindível a estruturação da coleta seletiva e da logística reversa, e o desenvolvimento de novas tecnologias de reciclagem.

Comparação e integração dos processos

Ao reciclar papel, passamos a utilizar os recursos naturais de maneira mais responsável e não precisamos desmatar tanto. Um outro fator de muita importância para o meio ambiente é a economia no uso de água para a fabricação de papel. Para se fabricar uma tonelada de papel tradicional é necessário usar 100.000 l de água. A fabricação de papel através da reciclagem por outro lado, só precisa de 2.000 l por tonelada de papel fabricado. Com isso, também existe uma redução considerável no consumo de energia, algo em torno de 50 a 80% de economia de energia em relação ao processo tradicional.

Apesar do fato de a produção de papel a base de papel reciclado ser muito mais barata que o método tradicional, o preço final do papel reciclado era muito caro. A falta de uma logística eficiente e uma coleta seletiva capaz de levar para as fabricas os papeis velhos assim como a falta de estímulo a um consumo consciente por parte das empresas e população, não contribuíam para a popularização deste processo e o preço do papel reciclado muitas vezes chegava ao dobro do papel de fabricação tradicional.

A partir de 2010, quando a Lei 12.305, a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS foi sancionada, ouve um crescimento acentuado na coleta seletiva deste material e alto estímulo ao consumo de papel reciclado. A PNRS obriga todos os órgãos públicos a consumirem preferencialmente material reciclado e com o aumento da demanda, o preço do papel reciclado tende a cair bastante e finalmente a reciclagem de papel se tornar um dos melhores investimentos do setor no Brasil. A Associação Brasileira de Celulose e Papel dispõe gratuitamente de uma mapa do setor no Brasil, onde informa como o setor esta organizado em todo o Brasil. Neste mapa você pode ler informações a respeito da quantidade de área florestal plantada para a fabricação de papel assim como uma estimativa do numero de empresas que fazem a reciclagem de papel no ano de 2010. Para acessar o mapa, clique AQUI.

Na Alemanha, 22,6 milhões de toneladas de papel e papelão foram produzidas em 2011. Para isso, foram utilizados 15,3 milhões de toneladas de papel. Quanto mais papel é reciclado, a menos de madeira tem de ser utilizada para a produção de papel e menos floresta precisa ser derrubada. O papel é reciclado para diferentes fins e com diferentes qualidades:

  • Produtos de papel sanitários (papel higiênico, toalhas de papel e toalhas de chá)
  • Papel não revestido
  • Papel de cópia
  • Papel de jornal

A qualidade do papel está diretamente relacionada com o comprimento das fibras de celulose, dessa forma, quanto mais o papel for reciclado, mais curtas suas fibras vão ficando. Estima-se que o papel pode ser reciclado até 6 vezes. Com a reciclagem repetida, as fibras curtas precisam ser removido do circuito. No entanto com a introdução continua de fibras virgens oriundas de revistas (triturada) e celulose entrando na circulação, nunca acontece um colapso na reciclagem, mesmo com a reciclagem repetida.

De acordo com a norma europeia EN 643 com mais de 65 variedades de papel são classificadas e a partir disso são negociados a preços diferentes – dependendo da qualidade.

Na Alemanha o papel reciclado é misturado em vários outros papeis de fabricação tradicional. Já existem tecnologias que conseguem equiparar a qualidade do papel reciclado com o papel tradicional e com isso, seu uso se estende a praticamente todos os setores.Na fabricação de papeis para artigos de higiene e de papel de jornal já é quase impossível aumentar a quantidade de papel reciclado. Para aumentar as taxas de uso de papel reciclado ainda mais, a indústria passou a usar o papel reciclado também para a fabricação papéis com qualidade superior como revistas e alguns jornais.

Segundo a BRACELPA, 45,5% de todos os papéis que circularam no Brasil em 2011 foram encaminhados à reciclagem. Com a aplicação da PNRS e o estimulo a produção e consumo sustentável o Brasil espera repetir o sucesso de reciclagem de alumínio onde já consegue hoje reciclar quase 100% de todo alumínio produzido no país.

O processo de reciclagem de papel é simples e pode ser feito até mesmo artesanalmente. Veja no vídeo um exemplo de um empreendimento de reciclagem de papel.

A melhor maneira de identificar o modelo de negócio ideal com viabilidade econômica é através da elaboração de um Plano de Negócios especifico por profissionais competentes. O Portal Resíduos Sólidos oferece esse serviço para os mais diversos negócios do setor de resíduos. Para saber mais, entre em contato por email (portalresiduossolidos@gmail.com).

Consultoria e Visitas Técnicas

O Portal Resíduos Sólidos organiza excursões técnicas para visitar centrais de reciclagem na Europa para grupos com no mínimo 5 pessoas. Entre em contato através do email comarketing@envitesb.com com o seu telefone (fixo e móvel), nome e site da empresa, data prevista para a excursão e se possível, o nome das pessoas que irão participar.

Além disso, oferecemos consultoria para a concepção de projetos como os descritos aqui, desde a sua fase de confecção do Plano de Negócio.

Conheça mais tecnologias de reciclagem clicando em uma das figuras abaixo:

Fonte: Cadernos de Educação Ambiental – Resíduos Sólidos – Governo do Estado de São Paulo

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About Gleysson B. Machado

Dip. Ing. Verfahrenstechnik (Eng. Química) pela Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt/M na Alemanha com especialização e experiência em Tecnologias para geração de Energia e Engenharia Ambiental. Larga experiência em Resíduos Sólidos com foco em Biodigestores Anaeróbios

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